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Street Style: a Moda Que é da Rua

Por Redacao

A moda de rua ou street style, é a tendência que perdura nesse mundo globalizado. Ao contrário da alta costura, o street style é uma influência retirada de jovens que estão abertos à novas aventuras e estilos alternativos. Geralmente, é associado à cultura dos jovens e lugares com grandes centros urbanos dão o start. Nestes grandes centros, há a possibilidade de se encontrar múltiplos estilos e personalidades, é isso que proporciona as inspirações que vemos nas passarelas e marcas mundo afora. Yves Saint Laurent afirmava que era diretamente inspirado pelo o que a nova geração vestia nas ruas de Londres, na década de 1960.

Voltando um pouco no tempo, nos anos 1920 especificamente, a moda estava começando um longo processo de sua democratização perante a produção em larga escala e o do ready-to-wear, muito fatores significativos contribuíram para que o street style viesse à tona.

Dentre alguns desses fatores importantes, estão os estilistas que faziam alta costura que se permitiram abrir os olhos para coisas diferentes e, com esse novo ponto de vista, colaboraram para uma nova noção do que era o bom gosto, que não cabia unicamente ao universo da elite, mas a vários outros.

Coco Chanel introduziu a malha de jersey ao guarda-roupa diário da mulher, material que antes era usado para a fabricação de roupa íntima masculina. Outra estilista que se juntou à gama de “loucos sem bom gosto”, foi Elsa Schiaparelli, quando em suas criações usou imagens de animais, acrobatas de circo e grãos de café como botões em sua coleção de alta costura. Duas mulheres que souberam fazer moda diferentemente.

malha de jersey feminina Chanel
Botões de acrobatas de circo de Elsa Schiaparelli

 

A moda também veio em forma de protesto, lá pela década de 1950, muito bem representada nos filmes de Hollywood. James Dean e Marlon Brando eram a personificação do anti-herói, que usava o famoso blue jeans e a jaqueta de couro.

Nos anos 1960, a cultura popular foi reforçada, na arte e na moda, usando imagens e características do dia-a-dia. A arte que era feita com lata de sopa Campbells, os outdoors e a televisão entraram para o hall culto. Quem imaginava que uma lata ia fazer tanto sucesso?

A partir daí, algumas subculturas foram aparecendo usando como símbolo de protesto as roupas. Os hippies, por exemplo, tinham um estilo próprio com aquela ousadia meio “suja” e largada, e conseguiram fazer dessa expressão uma parte na história.

Lá pelos anos 1970, em Londres, uma forma mais agressiva de expressão deu as caras, o punk. Teve seu auge entre 1980 e 1990, expressando sua frustração em relação à política e instituições sociais através de tatuagens, piercings, cabelos coloridos ou até cabeças raspadas. Esse estilo de moda de rua foi adotado pela alta moda de forma sutil ou totalmente fiel ao punk.

O Japão é o lugar onde a moda de rua se mostra mais expressiva. Os japoneses jovens incorporam múltiplos estilos e criam um estilo único. Por exemplo, o estilo Gothic Lolita, tem uma mistura do estilo gótico, mais moda vitoriana com uma pitada de meiguice, como uma boneca. Por incrível que pareça, o negócio dá certo! Japonês não é bom só em tecnologia, minha gente. Pode confiar. O bairro Harajuku é a coisa mais louca e divertida, fica em Tokyo.

Essa multiplicidade que os jovens possuem, é uma válvula de escape para mostrarem que existem, que estão aqui e são livres de limitações de conformidade. Atualmente, blogs se dedicam a expor fotografias de looks de pessoas que estão passeando na rua super estilosas. Não adianta, as roupas sempre serão uma forma de expressão para qualquer um no mundo.

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