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Bizarro

Atualizado em 4 de outubro de 2011, às 17:05 por Redacao
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O artista tcheco Roman Tyc é o responsável pelas obras inovadoras.

283381 quadrocinzashumanas1 Quadros com cinzas humanas

O tcheco Roman Tyc, 37 anos, criou uma coleção inovadora: 19 obras de arte usando cinzas humanas. Os quadros do controverso artista são todos retratos de pessoas famosas que ele escolheu aleatoriamente, mais precisamente por se interessar com suas histórias.

Embora todos os quadros possuam cinzas humanas em contraste com fundo preto, as obras não possuem nada de chocante. “Os retratos são limpos, não há nada chocante”, disse Edmund Cucka, diretor da galeria de arte contemporânea Dvorak Sec, em entrevista à AFP.

Cucka acrescentou que Tyc fez os quadros em decorrência de sua história de vida. A mãe do artista morreu quando ele tinha seis anos e ele ainda tenta lidar com sua morte, descobrindo e utilizando essa técnica que reflete a libertação das cinzas da garrafa.

A exposição se chama “Grave Robber” que significa “ladrão de sepulturas” e está exposta na cidade de Praga, na República Tcheca.

283381 quadrocinzashumanas2 Quadros com cinzas humanas

O diretor da galeria se recusou informar da onde vem as cinzas quando questionado pela AFP. O artista, entretanto, comentou em outra ocasião que o excesso das cinzas das funerárias acabam no lixo, mas não se sabe se essa é a resposta para a pergunta.

Roman Tyc não compareceu na abertura de exposição. “Ele disse que talvez viesse. Mas está muito nervoso, não está aqui agora”, disse Cucka.

Essa não é primeira vez que cinzas humanas são utilizadas em obras de arte por artistas tchecos, a primeira feição foi nos anos de 1960.

Tyc faz parte de um grupo formado por artistas controversos e polêmicos, o Ztohoven. O conjunto ganhou destaque em 2007, quando piratearam uma transmissão de TV pública. Roman Tyc também já ficou preso durante um mês quando substituiu 50 semáforos de pedestres por desenhos de homens pulando ou urinando, realização essa que lhe concedeu também o principal prêmio do Festival de Arte de Viena.

Os quadros não estão a venda, segundo Edmund Cucka, que comentou também que o artista recebeu o convite de espalhar as cinzas em um “lugar digno” depois da exposição acabar.