Menu

Serviços

Atualizado em 20 de abril de 2011, às 13:30 por Emanuelle
Você está em: MundoDasTribos > Notícias > Pílula do Dia Seguinte – Como Funciona

Nos dias atuais, as discussões sobre os métodos contraceptivos estão em alta. Hoje nenhuma mulher precisa ter filhos caso não queira, bastando ter os devidos cuidados. Há muitas opções ao alcance dos casais, para todos os tipos de intenção e de bolso, sendo as mais conhecidas os preservativos masculinos e femininos, as pílulas anticoncepcionais, o diafragma e o DIU (Dispositivo Intra-Uterino).

O problema é que o inesperado pode acontecer: seja devido a violência sexual, ou aquela transa em que a camisinha estoura justo quando você esqueceu de tomar o anticoncepcional ou quando você e seu parceiro simplesmente haviam optado por usar apenas o preservativo.

Nesse caso, costuma-se lançar mão de outro método: a pílula do dia seguinte.

pilula dia seguinte 300x224 Pílula do Dia Seguinte   Como Funciona

O que é a pílula do dia seguinte?

Trata-se de um método contraceptivo de emergência para ser tomado até 72 horas após a relação sexual desprotegida. A eficácia do produto está diretamente ligada a esse tempo: quanto mais cedo for tomado mais garantido será o seu efeito.

Se ela for ingerida após 24 horas da relação, as chances de evitar a gravidez são de 95%. Em até 48 horas, ela cai para 85%. Em até 72 horas, ela passa a ser menor que 50%.

A cartela vem dividida em duas doses para serem tomadas em um intervalo de 12 horas. Ele pode ser comprado nas farmácias sem necessidade de receita médica.

Como ela funciona?

A pílula do dia seguinte age liberando uma alta dose de hormônios, que pode ocorrer de duas formas diferentes, de acordo com o ciclo mestrual em que a mulher estiver.

Se ela ainda não tiver ovulado, a pílula impedirá a liberação do óvulo. Mas se a ovulação já tiver acontecido, ela alterará a secreção vaginal, para tornar o ambiente hostil para os espermatozoides: eles não conseguirão chegar até as trompas, morrerão pelo caminho sem que haja fecundação.

Em situações normais, a fertilização acontece quando o espermatozoide se une a um óvulo nas trompas do aparelho reprodutor feminino. Em seguida, o ovo se encaminha para o útero e começando no trajeto o seu desenvolvimento através da divisão celular. Só que a mulher só passa a ser considerada grávida quando o ovo se fixa no útero, em um processo chamado de nidação.

Quando o espermatozoide já se uniu ao óvulo mas a nidação ainda não aconteceu, a pílula interferirá nas paredes uterinas para impedir fixação do ovo. Porém, caso esse processo já tenha acontecido não há mais o que fazer: o ovo passa a ser considerado um embrião e a pílula perde o efeito.

Especialistas afirmam que mesmo se mulher houver ingerido o remédio nessa situação, não há consequências para o feto. É importante lembrar que a pílula do dia seguinte não é abortiva.

É importante saber:

A pílula do dia seguinte não deve substituir o uso do preservativo ou de anticoncepcionais. Além de não prevenir doenças sexualmente transmissíveis, o uso prolongado faz com que o medicamento perca sua eficácia, aumentando as chances de falha. Sem contar que os efeitos colaterais não são dos melhores: ela provoca grandes alterações no ciclo mestrual feminino, além de náuseas, vômitos, dor de cabeça, cólicas e tontura.

Fique atenta, não deixe de se prevenir.

RECEBA OS ARTIGOS VIA EMAIL

Ao subscrever nossa newsletter, passar receber nossos artigos por email e informações sobre os nossos passatempos. É gratuito e sem spam.