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Picada de escorpião: o que fazer

Anualmente ocorrem 8 mil casos de picada de escorpião no Brasil

Os escorpiões são muito temidos e povoam os pesadelos de muitas pessoas. Segundo dados do Ministério da Saúde, anualmente, acontecem cerca de oito mil acidentes no Brasil envolvendo esses animais, sendo que 50% de todos os casos registrados acontecem nos estados de Minas Gerais e São Paulo, especialmente nos meses em que o clima é mais úmido e quente.

Veja também: Incidentes com animais peçonhentos crescem 80% nos períodos mais quentes do ano.

Nos últimos tempos foi possível observar um aumento agressivo no número de casos no Rio Grande do Norte, Alagoas, Ceará e Bahia, mostrando que todo cuidado é pouco e que qualquer um está susceptível a sofrer esses acidentes.

A picada do escorpião

Por ser um animal pequeno e que não possui grande capacidade de escalar, a maioria das picadas atingem, principalmente, os membros superiores, pois as pessoas acabam sendo picadas ao manipularem objetos. 65% dos acidentes envolvem as mãos e o antebraço.

Por sorte, o índice de mortalidade do escorpião não é muito alto, atingindo cerca de 0,58% dos casos. A maior parte dos acidentes é causado pelo escorpião Tityus serrulatus e envolve, principalmente, crianças menores de 14 anos.

Leia também: Primeiros socorros em caso de picada por animais perigosos.

Quadro clínico

Apesar de existirem várias espécies, a Tityus serrulatus é a de maior importância clínica, pois tende a ser mais grave do que os observados por outras espécies brasileiras. O principal sintoma é a dor local, que tende a ser muito intensa, porém, nos casos de acidentes graves a moderados, especialmente quando envolvem crianças, podem surgir outros sintomas, que podem ser:

  • Sintomas gerais

Hiper ou hipotermia e sudorese intensa;

  • Gastrointestinais

Náuseas, vômitos, aumento da quantidade de saliva (sialorréia) e nos casos mais graves, dor abdominal e diarreia;

O principal sintoma é a dor intensa
  • Cardiovasculares

Arritmias cardíacas, aumento ou diminuição da pressão arterial, insuficiência cardíaca congestiva e choque;

  • Respiratórios

Aumento da frequência respiratória, falta de ar e edema pulmonar agudo;

  • Neurológicos

Sonolência ou agitação, confusão mental, hipertonia e tremores.

O que fazer

Em casos de picada é necessário que o socorrista tenha em mente que o veneno escopiônico ataca o sistema nervoso central e pode matar uma pessoa nas primeiras 24 horas, sendo, portanto, indispensável que algumas atitudes sejam tomadas com rapidez, especialmente quando a vítima for estruturalmente pequena, como uma criança.

Veja também: Conheça as cobras mais venenosas do mundo.

 Segundo a Fundação Nacional de Saúde (Funasa), nessas situações algumas medidas simples podem ajudar, como lavar bem o local da picada e aplicar compressas mornas para aliviar a dor. Entretanto, é indiscutível a necessidade de procurar o serviço médico mais próximo para ajuda especializada, a fim de que seja administrado o soro antiescorpiônico (SAEEs) por via endovenosa, em doses ajustadas de acordo com a gravidade da situação.

É preciso agir rápido, especialmente quando a vítima for uma criança

A dica é se prevenir e não deixar que crianças frequentem locais gramados sem estarem usando calçados apropriados. É preciso cuidado redobrado ao manipular pilhas de objetos deixados ao ar livre e usar luvas grossas em situações de risco.

Veja também: Botox natural de veneno de abelha.

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