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Saúde

Atualizado em 7 de agosto de 2012, às 15:55 por Analu
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Muitas mulheres optam por métodos contraceptivos radicais, como a laqueadura, e por isso é preciso conhecer mais sobre os riscos e indicações dessa intervenção.

O planejamento familiar é muito importante, o diálogo entre o casal e o profissional da saúde, de forma a auxiliar nas decisões tomadas, é fundamental para evitar atitudes precipitadas e complicações futuras. Muitas mulheres optam por métodos contraceptivos radicais, como a laqueadura, e por isso é preciso conhecer mais sobre os riscos e indicações dessa intervenção. Confira mais a respeito do assunto e saiba como reverter a laqueadura.

Saiba como reverter a vasectomia.

498446 O planejamento familiar é fundamental. Laqueadura, como reverterO planejamento familiar é fundamental. (Foto: divulgação)

Chances de sucesso na reversão

Antes de qualquer coisa, é preciso ter em mente que nem sempre cirurgia para reverter a laqueadura apresenta resultados positivos, pois estudos indicam que sua chance de sucesso é de 50% dos casos. Em alguns casos específicos, onde são utilizadas técnicas cirúrgicas super avançadas, com cuidados microcirúrgicos, esse índice pode subir para 70 a 80%. O grande problema é que esta tecnologia avançada, bem como a existência de profissionais devidamente qualificados para realizá-las, ainda não estão disponíveis em todos os centros de saúde.

Por isso que a dica mais importante para a mulher que decidiu realizar a laqueadura é tentar outros meios contraceptivos, como o uso de anticoncepcional oral, injetável ou DIU, até que se tenha plena convicção da decisão tomada. Pacientes jovens devem ter um cuidado ainda maior.

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O que é a laqueadura

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) o Brasil está entre os países com maior índice de laqueadura do mundo, chegando a ocorrer em até 40% das mulheres com idade reprodutiva.

Essa cirurgia é considerada como um método contraceptivo definitivo, onde o médico realiza a obstrução da tuba, que é a estrutura responsável por ligar o útero aos ovários. A técnica não é única, e existem mais de dez abordagens diferentes. Entre as opções, as trompas podem ser queimadas, cortadas, suturadas ou serem bloqueadas com anéis de plástico ou clipes de titânio.

498446 Nos casos de sucesso a mulher engravida entre 6 meses a 1 ano após a cirurgia. Laqueadura, como reverterNos casos de sucesso, a mulher engravida entre 6 meses a 1 ano após a cirurgia. (Foto: divulgação).

Salpingoplastia

A cirurgia para reversão da laqueadura, chamada de salpingoplastia, é mais difícil e ainda são poucos os serviços do SUS que o oferecem. O procedimento consiste, basicamente, no restabelecimento da ligação entre o ovário e o útero, que pode se dar por várias técnicas diferentes.

Segundo pesquisas, quanto mais precocemente as mulheres esterilizadas procurarem atendimento para reversão da laqueadura, maiores as chances de sucesso. Outro fator importante a ser considerado é a idade da paciente, uma vez que as pessoas mais jovens tendem a apresentar mais chance de engravidar.

Dependendo da técnica de laqueadura utilizada, a salpingoplastia pode ser irreversível, como nos casos de salpingectomia (retirada das trompas), enquanto que em outros, como a colocação de anéis de plástico ou clipes de titânio, pode ser facilmente revertido.

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De maneira geral, nos casos bem sucedidos, as mulheres costumam engravidar dentro de 6 meses a 1 ano após a salpingoplastia. Vale a pena lembrar que o risco de gestação ectópica aumenta em cinco vezes. Quem não obtém o resultado esperado com a intervenção cirúrgica, pode optar por outras técnicas, como a de reprodução assistida por meio de fertilização in vitro.

498446 As medidas não permamentes são as mais indicada. Laqueadura, como reverterAs medidas não permamentes são as mais indicada. (Foto: divulgação)

O planejamento familiar é algo fundamental para todo casal e deve ser discutido com o médico da família, que deve auxiliar as tomadas de decisões. Para evitar transtornos e procedimentos invasivos desnecessários, a melhor medida é optar pelos métodos contraceptivos não definitivos, como a colocação de DIU e o uso de anticoncepcional, até ter absoluta certeza da decisão de não ter filhos.

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