Hantavírus: sintomas, transmissão, tratamento

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O hantavírus é o microrganismo causador de antropozoonoses virais agudas, ou seja, doenças que podem ser transmitidas do homem para alguns animais e vice-versa. As hantaviroses podem apresentar manifestações clínicas bastante variadas, podendo se desenvolver de forma inaparente ou até mesmo cursar com enfermidades muito graves. Fique por dentro do assunto e conheça os sintomas, transmissão e tratamento da infecção pelo hantavírus.

A hantavirose é uma doença que pode cursar com manifestações clínicas variadas. (Foto: divulgação)

Manifestações clínicas

Nos humanos a infecção pelo hantavírus pode evoluir de diversas maneiras, e não é incomum a doença se desenvolver sem que o indivíduo perceba qualquer sintoma. Em outras ocasiões, é possível que apareça alguns sintomas inespecíficos e muito pouco relevantes, como mal estar, febre baixa e cefaleia (dor de cabeça), que são autolimitados e cessam sem a necessidade de tratamento. Em ambos os casos, a resolução do problema costuma ocorrer antes que seja feito diagnóstico de hantavirose, e a suspeita clínica é baseada em dados epidemiológicos.

Em outras situações, as pessoas podem apresentar quadros graves e mais característicos, como é o caso da Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), mais comum na Europa e Ásia, ou a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), que ocorre apenas nas Américas e pode matar até 40% dos indivíduos acometidos.

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As queixas mais comuns das hantaviroses típicas são:

  • Febre;
  • Dor muscular, especialmente na região lombar e abdominal;
  • Cefaleia intensa;
  • Náuseas e vômitos;
  • Diarreia;
  • Tosse seca;
  • Falta de ar;
  • Queda da pressão arterial;
  • Aumento da frequência cardíaca;
  • Alterações laboratoriais, com aumento de linfócitos, diminuição importante de plaquetas;
  • Alterações no raio-x de tórax, que pode apresentar infiltrado pulmonar difuso.
A contaminação pode ocorrer pelo contato com água contaminada. (Foto: divulgação)

Transmissão

A hantavirose é uma das doenças transmitidas ao homem por roedores, que servem de reservatório ao vírus. A contaminação normalmente ocorre através da inalação de aerossóis formados a partir da urina e excrementos desses animais.

Mais raramente a contaminação também pode ocorrer pela ingestão de água ou alimentos contaminados pelo vírus, escoriações na pele ou mordedura de roedores, contato direto do vírus com as mucosas do indivíduo e até mesmo transmissão de uma pessoa para outra, como foi descrito recentemente na Argentina. O período de incubação pode variar entre 4 dias a 2 meses, com o tempo médio de 2 semanas.

Tratamento

Todos os casos graves suspeitos de hantavirose devem procurar atendimento médico imediato, pois a necessidade de cuidados em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é bastante comum. Como ainda não existe nenhuma droga de eficácia antiviral comprovada contra a doença, o tratamento para hantavirose consiste em assegurar as medidas de suporte para garantir estabilidade hemodinâmica e ventilação adequadas, permitindo que o próprio organismo monte uma resposta imunológica capaz de deter a infecção.

Nos casos graves é preciso manter o paciente em internado em UTI. (Foto: divulgação)

As hantaviroses são doenças que apresentam uma grande variedade de manifestações clínicas e podem ser assintomáticas ou até mesmo cursar com manifestações gravíssimas, colocando em risco a vida do paciente. O tratamento consiste em medidas de suporte e a melhor maneira de evitar a doença é se prevenir do contato com roedores ou seus excrementos.

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