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Os professores da rede estadual de educação entraram em greve, sendo que os protestos não tem data para terminar.

Começou nessa segunda-feira (22 de abril) a greve de professores da rede estadual de São Paulo. Essa forma de reivindicação e protesto foi decidida em assembleia na tarde da última sexta-feira (19 de abril), quando cerca de 5 mil manifestantes se reuniram da avenida Paulista. A greve dos professores acontecerá por tempo indeterminado.

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Os professores do Estado de São Paulo estão em greve (Foto: Divulgação)

Reivindicação da greve dos professores das escolas públicas de São Paulo

De acordo com a Apeoesp (sindicato dos professores), os profissionais que lecionam na rede estadual paulista reivindicam com a greve reposição salarial de 36,74% e complemento desse reajuste referente ao ano passado, além de cumprimento da jornada extraclasse e o término da remoção e da designação de professores dos colégios de tempo integral, entre outras demandas da profissão.

Secretaria da Educação acha exagerado os pedidos dos professores

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo declarou que os pedidos dos professores, que recebem apoio da Apeoesp, são exagerados e fora da realidade. Segundo o órgão, o governo cumpre integralmente a Lei do Piso do Magistério, com um salário inicial dos professores de educação básica 2, com jornada de 40 horas semanais, de R$ 2.088,27. De acordo com a secretaria, o “Estado obedece também ao limite máximo de dois terços da carga horária total estabelecido pela Lei do Piso para a jornada de trabalho do docente em classe.”

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O órgão do governo paulista também afirma que o sindicato fez uma “campanha mentirosa” e teria afirmado também que a greve ia acontecer mesmo se o resultado da assembleia fosse contrário.

A greve não tem prazo para terminar (Foto: Divulgação)

Aumento de 8% no salário de servidores públicos

Nessa semana, o governo do Estados de São Paulo anunciou um reajuste de 8% para professores e servidores da educação. Essa decisão tem como objetivo compensar a perda pela inflação, que, em 2012, foi de 5,84% (IPCA). Representantes sindicais criticaram esse valor de reajuste, pois acreditam que está abaixo do que é justo.

Com os 8% de aumento o piso salarial de início de carreira, de 40 horas, passará a R$ 2.257,84. O valor de 2013, que vale a partir de 1.º de julho, representa um aumento de R$ 44,28 em relação ao previsto anteriormente para o ano. Em 2014, com os 7% de reajuste previsto, o valor será de R$ 2.415,89 para a carreira de professor da rede estadual de ensino de São Paulo.

O sindicato dos professores, a Apeoesp, acredita que o reajuste salarial não representa ganho real desse profissional. “Pelo menos demonstra que (a política) não vai ficar congelada, mas o problema é o porcentual. Os dois pontos são vergonhosos”, explica a presidente da Apeoesp, Maria Izabel Noronha. “Não houve compensação da inflação do ano passado e de 2011. Teria de ser, de pelo menos, 12% neste para se falar em ganho real.”

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