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Atualizado em 14 de novembro de 2011, às 7:00
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Gestação gemelar é definida como a presença de mais de um feto dentro do útero. Entenda quais os cuidados necessários nesse tipo de gravidez.

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Gestação gemelar é definida como a presença de mais de um feto dentro do útero materno, que podem ser:

Bivitelinos: Corresponde a 66% das gestações gemelares e acontece quando dois óvulos são fecundados por dois espermatozoides diferentes; geralmente são formados em placentas diferentes e não dividem o mesmo saco amniótico. São os chamados “gêmeos diferentes” e podem não ter o mesmo sexo e nem o mesmo fator sanguíneo.

Univitelinos: Corresponde a 34% das gestações gemelares e acontece quando um único óvulo é fecundado por um único espermatozoide, mas passa a se dividir em duas culturas de células diferentes. São os “gêmeos idênticos”.

Dois bebês no útero materno sempre implicará num esforço extra para a mãe, uma sobrecarga que será tanto de ordem alimentar, respiratória, circulatória, osteo-articular dentre outras, como também, pelo fato de toda expectativa e insegurança que, nesse caso, é duplicada.

A gravidez gemelar pode ser considerada de risco, não que seja algo extremamente arriscado, é importante deixar isso bem claro, e sim em virtude de que a sobrecarga materna será maior. Por exemplo, se a mãe tiver predisposição para o diabetes, ela poderá desencadear esse diabetes de forma mais evidente, o mesmo se tiver predisposição à hipertensão, problemas de coluna ou dificuldades respiratórias; todas essas alterações serão mais intensas na mulher com uma gestação gemelar.

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O PRÉ NATAL

As visitas ao médico são mais frequentes. É necessário avaliar se os dois bebês estão se desenvolvendo de forma adequada e a ultrassonografia é mais repetida já que, clinicamente, não é possível diferenciar de forma adequada o desenvolvimento de cada bebê. Por isso o controle clínico e ultrassonográfico são importantíssimos.

A mãe deverá prestar muito mais atenção do que numa gravidez única:

Alimentação: Durante a gestação, o intestino funciona de forma mais lenta, o que é normal. Durante a gestação gemelar, as necessidades calóricas para um bom desenvolvimento dos bebês é muito maior, por isso é necessário que a mulher se alimente de forma correta. O ideal seria que a mãe se alimentasse em intervalos bem curtos, com um pequeno volume de alimentos que sejam de fácil digestão – porque os gêmeos crescem e ocupam mais espaço no abdômen, diminuindo a capacidade gástrica e a velocidade de trânsito dos alimentos pelo tubo digestivo; por isso que, se exagerar na comida, vai acabar sentindo um grande desconforto.

Repouso: Deve ser feito de forma rigorosa, porque diminui a ansiedade e tensão, também, favorece o relaxamento da musculatura uterina, fazendo com que os bebês se desenvolvam mais e aumenta o tempo de gestação, o que é muito bom.

Atividade Física: Já que as sobrecargas respiratórias, articulares e circulatórias são muito grandes, é necessário que haja um preparo físico, afim de que seja possível enfrentar melhor tal circunstância. O exercício deve ser orientado e deve se dar preferência para as atividades mais relaxantes, como yoga, alongamentos e hidroginástica.

Riscos para o bebê

Os dois bebês muitas vezes disputam a nutrição e área uterina, de forma que algumas vezes a placenta de um pode ser mais desenvolvida que a do outro. Pode ocorrer a passagem de sangue de um bebê para o outro e até mesmo sangramento de uma das placentas, por isso, as chances de uma gestação gemelar não chegar a termo (ou seja, com 40 semanas de gestação), é maior do que numa gestação única. Estatisticamente, a mãe de gêmeos tem a tendência a antecipar o parto em duas semanas.

Parto normal é contraindicado?

Sem sombra de dúvidas o parto pode ser normal (parto vaginal espontâneo), mas para que tudo ocorra sem preocupação é necessário que os dois bebês estejam em apresentação cefálica (isto é, de cabeça para baixo, encaixada na bacia na mãe).

O pós-parto imediato tem que ser mais cuidadoso, porque, como o útero se distende muito, ele pode ter um pouco mais de dificuldade de voltar ao volume normal, aumentando as chances de sangramento. Normalmente, as mães chegam mais cansadas ao final da gestação e um pouco anêmicas; há ainda a ansiedade de amamentar dois bebês, sendo assim, o pós-parto do gemelar é um pouco mais cansativo e a mãe precisa de uma atenção e suporte especial.

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