Dieta Mediterrânea – Vídeo do Globo Repórter




O globo repórter apresentou hoje (12/12) um especial sobre a dieta do mediterrâneo, onde milhares de pessoas se beneficiam dos alimentos naturais proporcionados pelas terras da Europa, África e Ásia.

O azul do Mar Mediterrâneo é inconfundível. Está no meio de terras, entre a Europa, a África e a Ásia. Nesta parte do mundo, seca e áspera, as civilizações da Antigüidade deixaram hábitos de uma notável coerência: a dieta mais famosa do planeta, feita de poderosos antioxidantes – como o azeite extraído das oliveiras, o vinho e o peixe – e vegetais exuberantes, ricos em polifenóis, um antídoto contra os males do envelhecimento.

Inventores da medicina dietética, os povos antigos perceberam, em um passado remoto, o que a ciência só hoje anuncia: mais de 30% dos casos de câncer estão ligados à comida. A pizza “margherita”, comprovadamente capaz de produzir o bom humor, se consumida na dose certa, pode virar remédio contra o tumor do estômago e da boca.

No centro do Mediterrâneo, a Itália reina como a nação que cultivou a arte de fazer grandes pratos com os ingredientes mais simples e onde a vida dura mais tempo.

A Dieta Mediterrânea, em breve, será declaradapela Unesco Patrimônio Imaterial da Humanidade, pela sua tradição, pelo seu valor histórico e cultural. Esse modelo de alimentação, que se tornou uma referência em várias partes do mundo, é também um estilo de vida que podeajudar a prevenir muitas doenças. Cinqüenta anos depois deter sido batizada comoDieta Mediterrânea, novas pesquisas confirmam aquilo que nosanos 50 foi umaintuição genial: esses produtos, bem combinados, podem favorecer uma vida muito longa e saudável.

Partimos para o sul, para a capital mundial daDieta Mediterrânea, atrás de um homem e dasua intuição. Pioppi, no Cilento, é umacidadebalneário com um mar incontaminado. Na região viveu o cientista que deu nome à comidacotidiana dositalianos do pós-guerra e reconheceu os seus efeitos muito benéficospara a saúde: o americano Ancel Keys, especialista em fisiologia. Sua descoberta ganhou um museu em um casarão nobre de 1600.

Nos relatos do professor Ancel Keys, a carne vermelha não aparece. A Dieta Mediterrânea era a alimentação dos pobres.

“De fato, a carne era prevista em pouquíssimas ocasiões. Era o prato da festa. E aquilo que parecia uma privação revelou-se umagrande riqueza para essas populações”, diz a responsável pelo Museu daDieta, Tânia Batipedde.

Nosanos 50, decadadez americanos, cinco morriam fulminadospor infarto do miocárdio ou derrame cerebral. Foi então queo cientista Ancel Keys começou um grandeprojeto internacional de pesquisa que nunca tinha sido feito antes no mundo: o estudo dos hábitos de 12 mil pessoas de três continentes, entre40 e 60 anos. Vinte anos depois, só os mediterrâneos continuavam muito bem desaúde: osgregos de Creta e, principalmente, ositalianos do sul.

Ancel Keys foi morar em Pioppi com a família para estudar as razões da boa saúde local. O cientista morreu aos 101 anos de idade, seguindo rigorosamente a Dieta Mediterrânea.

Nós fomos procurar a mulher quedurante 40 anosfoi a sua cozinheira. Delia Maria Morinelli ensinou ao médico americano o regime alimentar que pratica até hoje.

“Comemos osnossosprodutos. Agora, berinjelas, pimentões, tomates. Também feijões frescos – quesão deliciosos – e feijões que fazemossecos, como grão-de-bico, lentilhas, ervilhas. Batatas, brócolis e repolhos. Carne devaca a cada 15 dias, muito peixe, frango, coelho e frutas”, explica a dona de casa.

Delia Maria revela que o cientista Ancel Keys bebia molho de tomate todos os dias para evitar doenças. “Às vezes, até fazia um brinde”, diz ela.

Delia Maria e o marido, Giovanni, têm planos de viver muito tempo, comoo patrão e amigo Ancel Keys, com os tomates dahorta. Rico em licopeno, um corante natural, o tomate é um forte antioxidante. Combate os radicais livres, as moléculas que setornam responsáveis por alguns tipos de câncer, por doenças do coração e pelo envelhecimento precoce.

Um estudo de30 instituições européias concluiu que o consumo de 120 gramas detomate três vezes por semanaajuda a prevenir o câncer de estômago, do esôfago, dasvias respiratórias, da boca e da faringe.

“O importante é que secoma muito tomate – não em grande quantidade, mas com continuidade. Tomates vermelhose maduros, porqueo licopeno existe na cor vermelha e na fruta madura”, ressalta o pesquisador em conservação de alimentos Marco Molino.

Vídeo Dieta Mediterrânea Globo Repórter

Via GloboRepórter






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Autor do artigo -> Tuga Publicado em 13/12/08.
COMENTÁRIOS

No momento há 1 comentário para este post


Enviado em 14/08/09 às 11:34 pm [link]
ELIANE


gostaria de saber do medico ,como devo fazer fiz] bariatrica em março de 2007,eagora estou engordando.nao consigo comer arroz nem carne,verduras,pois fomito tudo/



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