A dermatite em cães é a segunda doença cutânea alérgica mais frequente, sendo menos corriqueiro somente que a dermatite alérgica à picada de pulgas. A idade em que os indícios clínicos se iniciam varia de seis meses a sete anos, sendo que, aproximadamente 70% dos cães desenvolvem a doença entre 1 e 3 anos de idade.
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Os indícios iniciais podem manifestar-se em terminada temporada do ano. Nos Estados Unidos, aproximadamente 80% dos cães com a doença manifestam sintomas clínicos iniciais no intervalo da primavera ao outono e 20% apresentam a doença no inverno.
As dermatites possuem origens diversas e o tratamento depende das substâncias causadoras. As bactérias e fungos estão entre os mais frequentes ocasionadores da doença. Alguns animais podem sofrer reações alérgicas como a alergia à picada de pulgas e com isso acarretar um detrimento nos locais da picada, ocasionando uma dermatite. No entanto, outras enfermidades igualmente geram a dermatite, como as de procedência endócrina como o Hipotireoidismo.
As dermatites possuem origens diversas e o tratamento depende das substâncias causadoras. (Foto Divulgação)Leia mais: Conjuntivite em cães: como tratar
A umidade nos pelos e a ausência de ventilação da pele é um das causas mais corriqueiras de dermatites em cães. O cão, especialmente, começa a se coçar, o que acaba agravando ainda mais o caso.
Os animais com pelos longos devem ser escovados comumente a fim de que permitam a ventilação da pele. O uso de roupas rotineiramente também instiga a fermentação e o surgimento de dermatites.
Sempre que banhar o seu bicho tenha certeza de que sevou muito bem a pelagem. A umidade, estimula a fermentação e a produção de odor (cheiro de cachorro molhado). Há também a dermatite psicossomática, isto é, originada por um distúrbio emocional do animal. Isso ocorre muito quando o cão se sente sozinho ou passa por algum tipo de stress. Normalmente, começa a lamber alguma região do corpo, até que esse ato comece a gerar detrimentos na pele.
O uso de roupas rotineiramente também instiga a fermentação e o surgimento de dermatites. (Foto Divulgação)Veja também: Cães compulsivos: como tratar
As regiões onde a doença mais se manifesta são tornozelos, para e cauda, alterando sempre a cada período. No entanto, com alguns cuidados já citados acima, é possível reduzir o quadro da doença.
Se observar qualquer detrimento na pele do seu cão, ou perceber que ele coça uma região repetidamente, não deixe de levá-lo ao veterinário, pois, quanto mais rápido o diagnóstico, mais rápido será a cura e menor será a gravidade da lesão na pele.

