Menu

Serviços

Atualizado em 11 de outubro de 2012, às 8:17 por Andre Dias
Você está em: MundoDasTribos > Notícias > Caixa eletrônico biométrico: saiba mais

Milhares de caixas com sensores biométricos já podem ser encontrados em todo o Brasil. A tecnologia ajuda a diminuir a incidência de golpes eletrônicos e pode substituir, em breve, o uso dos cartões nos terminais de autoatendimento.

Na tentativa de aumentar a segurança dos clientes e de evitar fraudes em transações eletrônicas, várias instituições bancárias estão modificando os seus sistemas de autoatendimento, instalando aparelhos de leitura biométrica em seus caixas eletrônicos.

525631 caixas eletronicos biometricos saiba mais  Caixa eletrônico biométrico: saiba mais Os caixas eletrônicos biométricos são uma alternativa para aumentar a segurança dos clientes de bancos (Foto: Divulgação)

Nos caixas eletrônicos biométricos, o cliente utiliza a palma da mão para confirmar que é ele mesmo quem está fazendo transações como saques e transferências, ao invés de digitar a sua senha, como acontece atualmente. Em alguns casos, a leitura biométrica possibilita até a substituição total do cartão na hora de acessar os serviços da sua conta.

Dessa forma, é possível evitar alguns golpes que ocorrem com frequência nos caixas eletrônicos, como a instalação clandestina de aparelhos conhecidos como “chupa-cabra”, que servem para roubar os dados dos cartões e as senhas digitadas pelos clientes durante o uso dos caixas.

Urnas eletrônicas biométricas: A evolução das eleições, conheça as mudanças

Como funciona a leitura biométrica

525631 caixas eletronicos biometricos saiba mais 1  Caixa eletrônico biométrico: saiba mais O sistema de leitura biométrica mais usado é o da leitura das digitais e da palma da mão (Foto: Divulgação)

Existem vários tipos de leitura biométrica que podem ser usadas nos caixas eletrônicos dos bancos, oferecendo uma maior segurança. Cada um deles leva em conta uma característica específica do cliente, como a impressão digital, o timbre da voz, a geometria das veias de uma mão, a assinatura e o formato da íris do olho.

No escaneamento da impressão digital, é utilizado um equipamento capaz de tirar fotos em altíssimas resoluções das digitais dos clientes, detectando as linhas e os sulcos dos dedos, permitindo uma leitura quase livre de erros, enquanto na geometria vascular, um aparelho detecta a posição das veias da mão do usuário e a converte em um código único.

525631 caixas eletronicos biometricos saiba mais 3  Caixa eletrônico biométrico: saiba mais A leitura da íris do olho também é bastante usada nos sistemas biométricos (Foto: Divulgação)

Já no teste de timbre de voz, o sistema analisa, por meio de um espectograma, o timbre de voz do usuário, identificando-o, enquanto no escaneamento da íris, o aparelho tira uma foto da íris do cliente e analisa os padrões obtidos. No escaneamento caligráfico, por sua vez, sensores analisam a assinatura do cliente para detectar a sua veracidade.

Fique atento: Sacar dinheiro com segurança: dicas

Bancos que oferecem o caixa eletrônico biométrico

525631 caixas eletronicos biometricos saiba mais 2  Caixa eletrônico biométrico: saiba mais O Bradesco é o banco que tem o maior número de caixas eletrônicos biométricos instalados atualmente. Os outros bancos prometem aderir ao sistema a partir de 2013 (Foto: Divulgação)

Entre os bancos que atuam no país, o Bradesco é o mais avançado no uso dos caixas eletrônicos biométricos. Segundo informações do banco, mais de 30.000 das suas 35.000 máquinas de autoatendimento já contam com o recurso de leitura da palma das mãos dos clientes, número que deve atingir a totalidade até 2013.

A CAIXA e o Itaú-Unibanco também já disponibilizam o recurso da biometria, mas ainda em pequena parte dos terminais de autoatendimento. As duas instituições já afirmaram que em 2013 devem aumentar bastante o número de caixas eletrônicos biométricos.

O Banco do Brasil já está testando a tecnologia em alguns de seus caixas eletrônicos, assim como o Santander e o HSBC, que a partir de 2013, devem oferecer o recurso aos clientes.

Fonte: Folha de S. Paulo