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Saúde

Atualizado em 13 de novembro de 2012, às 13:28 por Analu
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O acidente vascular encefálico é grave e pode cursar com déficits cognitivos e de qualidade de vida importantes. Entenda como é feito o diagnóstico.

O derrame cerebral ou acidente vascular encefálico, também é conhecido pelas siglas AVE e AVC, e consiste num grave problema neurovascular que pode resultar em déficits cognitivos importantes e, em casos mais graves, sequelas irreversíveis e até a morte. Entenda mais sobre essa doença e saiba como é diagnosticado o AVC.

Entenda as causas e consequências do AVC.

539551 O AVC é um problema sério que precisa ser tratado imediatamente. AVC: como é diagnosticadoO AVC é um problema sério que precisa ser tratado imediatamente. (Foto: divulgação)

Diagnóstico clínico

O diagnóstico do AVC é basicamente clínico, isso significa que o conjunto de anamnese e exame físico do paciente são capazes de identificar o problema. De acordo com os profissionais da saúde, é possível detectar a doença quando, de maneira repentina, ocorrem:

  • Diminuição da força muscular que ocorre em apenas um lado do corpo;
  • Perda da sensibilidade que também ocorre apenas em um único lado;
  • Dificuldade para falar e se expressar;
  • Perda da visão de um olho;
  • Cefaleia intensa sem motivo aparente;
  • Dificuldade para caminhar.

Uma investigação minuciosa, solicitando algumas manobras durante o exame físico, pode facilitar a identificação do problema. Alguns exemplos são pedir para que a pessoa levante os dois braços, mexa ambas as pernas, repita uma frase e sorria.

Os sintomas muito raramente surgem de forma isolada, por isso é fundamental procurar socorro o mais rápido possível assim que um episódio de AVC seja suspeito, pois quanto mais breve vier o socorro, menores serão as chances de sequelas.

Confira as doenças que causam morte natural.

539551 A tomografia computadorizada identifica áreas hemorrágicas. AVC: como é diagnosticadoA tomografia computadorizada identifica áreas hemorrágicas. (Foto: divulgação)

Diagnóstico laboratorial

Apesar do diagnóstico de AVC ser eminentemente clínico, os médicos recomendam a realização de exames de imagem, que servem tanto para confirmar a hipótese diagnóstica como também para verificar a extensão da área atingida e ainda determinar o tipo de tratamento, uma vez que é capaz de diferenciar o AVC hemorrágico do AVC isquêmico.

O exame preferido por sua disponibilidade, rapidez e acurácia é a tomografia computadorizada, excelente para diferenciar os dois tipos de AVC. Um exame normal dentro das primeiras 24 horas do evento é indicativo de lesão isquêmica, pois a hipóxia não provoca sinais visíveis tão precocemente. No caso do tipo hemorrágico, é possível observar sinais de extravasamento de sangue desde os primeiros momentos.

Outros exames são utilizados em situações especiais, como é o caso da punção liquórica, que fica reservada para casos de exame físico muito sugestivo de AVC hemorrágico, sem alterações na tomografia e que piora com o tratamento para AVC isquêmico. A ressonância magnética é outra opção de exame de imagem com boa capacidade de detectar as alterações de AVC, porém, por ser mais cara, não mudar a conduta médica e ainda atrasar o tratamento adequado (por ter execução demorada), pode ter impacto negativo na recuperação do paciente e não costuma ser utilizada na rotina médica.

Saiba como diminuir o risco de AVC.

539551 Dor de cabeça intensa e sem motivo aparente pode ser um sinal de AVC. AVC: como é diagnosticadoDor de cabeça intensa e sem motivo aparente pode ser um sinal de AVC. (Foto: divulgação)

O acidente vascular encefálico é uma doença séria que afeta o sistema nervoso central e pode cursar com déficits cognitivos e de qualidade de vida importantes. O diagnóstico desse problema é basicamente clínico, porém exames de imagem são necessários para diferenciar os dois tipos de AVC e determinar o tratamento, que é completamente diferente em cada situação.

A categoria Saúde do portal Mundodastribos.com é um espaço informativo de divulgação e educação sobre os temas relacionados à saúde, nutrição e bem-estar, não devendo ser utilizado como substituto ao diagnóstico médico ou tratamento, sem antes consultar um profissional de saúde.

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