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Bizarro

Atualizado em 24 de setembro de 2011, às 18:40 por Élida Santos
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A estilista é especialista em desenhar modelos para serem usados pelos mortos em seu próprio enterro.

276409 Uma estilista australiana cria roupas personalizadas para os mortos 300x300 Australiana cria coleção de roupas para quem já passou dessa para uma melhor

Pia Interlandi, é o nome da australiana que criou a moda para os defuntos. A estilista garante que as
roupas não são uma estratégia de marketing da sua grife. De acordo com Pia, os estilos são inspirados em memórias de parentes do futuro morto e também contam com informações adquiridas por meio de experimentos científicos.

Ao escolher uma roupa para ser usada dentro do caixão, no momento do enterro, a australiana acredita que o cliente reflete sobre o curso natural da vida e a única coisa que temos certeza que irá acontecer conosco. A morte.

Outro ponto abordado nas criações da estilista é a sustentabilidade das peças, já que o material escolhido
para as roupas é tão importante quanto os modelos que os defuntos usarão. Os modelos criados por Pia se decompõem junto com o corpo, ao contrário das vestes habituais.

Faz parte da formação da australiana uma instituição de arte biológica chamada Symbiotica, onde a artista trabalhou em conjunto com cientistas em experimentos de roupas biodegradáveis. Durante suas pesquisas, Pia Interlandi vestia porcos mortos com materiais de vários tamanhos e tipos, com a finalidade de estudar o processo de decomposição dos corpos.

O resultado da pesquisa fez com que a estilista optasse por utilizar tecidos compostos por cânhamo, que é
uma fibra da marijuana. Os insetos e microorganismo reconhecem o material como se fosse um produto orgânico, o que facilita sua decomposição junto ao meio ambiente.

Mas a artista não se deu por satisfeitas somente com os conhecimentos adquiridos com a pesquisa. Pia se
submeteu a um curso de capacitação para celebração de funerais. A estilista acredita que o treinamento faz com que ela tenha  discernimento na hora de extrair dos familiares do morto as informações necessárias para a elaboração das roupas.

A responsável pela “moda do caixão” acha que o mais importante na relação das vestes de sua autoria, com o ritual do sepultamento, é a proteção simbólica que ela exerce sobre o corpo. Para Pia a proximidade das peças com a pele do difunto evidencia que a morte não é o fim, mas sim o começo de tudo.