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O consumo de bebidas alcoólicas em excesso pode comprometer o desempenho cognitivo, a memória e aumentar os riscos de demências, diz estudo inglês.

Bebedeiras aumentam as chances de sofrer com demências. (Foto:Divulgação)

O excesso de álcool compromete a saúde e pode se tornar um vício na vida do indivíduo. Ingerir bebidas alcoólicas demasiadamente pode causar problemas cardiovasculares, pois acelera a atividade do sangue e aumenta a frequência de batimentos do coração. Sabe-se também que, ao consumir grande quantidade de álcool, as chances de sofrer com inflamação crônica no fígado e gastrite são maiores.

O álcool em excesso não compromete o cérebro apenas com os sintomas da embriaguez, mas também intensifica os quadros de demências e problemas de cognição, efeitos estes que são associados à doença de Alzheimer.

Saiba mais: Consumo demasiado de álcool pode encolher cérebro

Bebidas alcoólicas em excesso afetam desempenho cognitivo

De acordo com uma pesquisa desenvolvida pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, o consumo excessivo de álcool eleva os riscos de demência. Para os autores do trabalho, exagerar na ingestão de bebidas alcoólicas duas ou mais vezes por mês faz com que a chance de desenvolver problemas de memória e cognição aumente 2,5 vezes. Os resultados do estudo foram divulgados na Conferência Internacional da Associação de Alzheimer na última quarta-feira (18).

Álcool em excesso aumenta o risco de declínio cognitivo e perda da memória. (Foto:Divulgação)

Para chegar à conclusão de que o excesso de álcool compromete o desempenho do cérebro, os pesquisadores ingleses analisaram os dados de 5.075 participantes, todos com mais de 65 anos e que tinham participado de um grande estudo que avaliou a saúde dos americanos. As primeiras informações foram coletadas em 2002 e o acompanhamento se estendeu por 8 anos.

Além da cognição, a memória também é prejudicada

Depois de avaliar os dados dos voluntários, descobriu-se que 8,3% dos homens e 1,5% das mulheres exageravam no consumo de bebidas alcoólicas uma vez ou mais no período de um mês. Logo, 4,3% dos homens e 0,5% das mulheres relataram beber excessivamente duas ou mais vezes dentro de 30 dias. Lembrando que, para a ingestão de álcool ser considerada fora do normal, ela deve contar com quatro ou mais doses em um mesmo dia.

Pesquisa avaliou mais de 5 mil voluntários acima de 65 anos . (Foto:Divulgação)

Os participantes que tinham o costume de cair na bebedeira duas ou mais vezes por mês apresentam maiores chances de declínio cognitivo e, nos casos mais graves, a perda da memória. Os resultados foram similares nos voluntários dos sexos feminino e masculino.

Segundo Iain Lang, coordenador da pesquisa, a nova descoberta contribui com a prevenção e tratamento de doenças como o Alzheimer, pois os idosos estarão conscientes de que o consumo exagerado de bebidas alcoólicas somente piora a memória, o pensamento e o raciocínio. Além de motivar a terceira idade a adotar hábitos saudáveis, o estudo também pode motivar a saúde pública para realizar campanhas contra o excesso de álcool.

Veja também: Dicas para Lidar com Alcoolismo na Família


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